domingo, 4 de junho de 2017

Vinho e Risoto!!

Se tem uma coisa que me agrada nesta vida é comer e beber, acho que sou a única certo?
E combinar pratos com vinho é um grande prazer para mim, adoro fazer essas tentativas e avaliar o que ficou melhor, ou não, com cada ingrediente.
Então hoje vou dividir com vocês alguns "casamentos" de vinho e risoto que funcionaram MUITO bem para mim.
Uma boa maneira de começar é analisando que tipo de risosto você vai preparar e se nele vai vinho tinto ou vinho branco. O prato traz uma cremosidade característica do tipo do arroz e da manteiga - da quantidade - que é usada na receita!! Mas pode-se fazer um risoto leve ou mais pesado, tudo vai depender do que será acrescentado na receita e é aí que vamos focar.

Risoto de frutos do mar - O vinho branco será usado no seu preparo, é leve e traz um leve adocicado próprio desses ingredientes, do marisco por exemplo. Fica muito bom com a uva Alvarinho ou um Sauvignon Blanc.

Risoto de funghi - Vá de Pinot Noir, não vai ter erro. Os sabores terrosos, de folha seca, do vinho e do funghi são uma explosão de sabores que me faz lembrar o ratinho Remy do filme Ratattoulli.

Risoto de calabresa com pimenta - Aqui o assunto é outro, tem uma carne mais pesada e defumada, com o toque da pimenta então, nem se fala. Precisamos de um vinho mais encorpado, que aguente bem esses sabores tão fortes e marcantes. Que tal um Cabernet Sauvignon ou um Shiraz?

Risoto de pêra com gorgonzola (meu favorito!!!) - Com esses sabores adocicados e salgados, para mim só tem para uma uva, a Gewurztraminer, mas como nem sempre são fáceis de encontrar e muitas vezes são caros, uma boa opção é um Torrontes argentino. Se for bem frutado e floral vai arrasar.

Aqui ficam AS MINHAS preferências, mas vale lembrar que gosto é muito pessoal e não existe certo ou errado quando o assunto é paladar. Portanto faça suas experiências e não se esqueça de dividir conosco é sempre muito bom viver impressões.
E uma última dica: Vai fazer um risoto X e não tem idéia de com qual vinho combinar? Vá de rosé, combina com a maioria deles...

Tim Tim

Larissa Moschetta

domingo, 28 de maio de 2017

Viagem para a França - Terceira Parada: Château Lafite!

Se você tem acompanhado meus "posts" nas últimas semanas, sabe que estou contando cada visita feita em vinícolas ou lugares que tem como tema o vinho...Claro! Pois hoje a parada é simplesmente (RISOS) no Château Lafite, um dos Premiers Grand Cris de Bordeaux! Um dos vinhos desta vinícola, também faz parte dos "Premiers Grand Crus" da região, e como eu disse no meu "post" anterior, onde contei sobre outra visita, poder entrar num lugar como este, é um sonho! Esta vinícola produz um dos cinco vinho chamados “Premier Grand Cru” de Bordeaux, que se trata de um dos vinhos mais cultuados do mundo, e que traz no seu rótulo seu próprio nome: Château Lafite Rothschild. A história deste vinhedo teve início em 1234. O Château Lafite leva o seu nome a partir da família de La Fite, antigo aliado da casa de Foix, através do casamento de Joseph de Foix, senhor Mardogne, Cavaleiro da Ordem do Rei, com Françoise de La Fite, filha de Thibaud La Fite. Pierre de La Fite, Intendente da Ordem do Rei e proprietário do vinho de Pauillac, era senhor da Goussencourt. Jean-Jacques de la Fite, o último representante do sexo masculino nessa casa nasceu em Pau, França, em 5 de Novembro de 1690 e faleceu em 20 de Outubro de 1740 em Paris. A partir do século XVII, a propriedade de Chateau Lafite caiu nas mãos da família Ségur, e partir daí, a produção de vinhos despontou. Foi apenas por volta de 1680 que Jacques de Ségur deu início à plantação da maioria das parreiras que tomaram conta do vinhedo até os dias atuais. No início do século XVIII, o Marquês de Ségur refinou as técnicas de produção, introduzindo seus vinhos para a nata da sociedade européia, tornando-o conhecido como o ‘Vinho do Rei’. Os vinhos cruzaram o Oceano Atlântico, e até mesmo o primeiro presidente dos Estados Unidos, George Washington, tinha o hábito de degustar o primoroso Château Lafite Rothschild. Ou seja, famoso ontem, muito famoso hoje, e foi com estas histórias e atmosfera, que fomos visitar a propriedade e seu famoso vinho! E você esta aí, querendo saber como era o vinho!? Chegou a hora! - Chateau Lafite Rothschild 2007: O vinho já tinha 10 anos, mas ainda assim, sua cor se mantinha intacta, os aromas ainda muito fechados, porque precisaria de algum tempo para respirar para se abrirem, mas ainda assim, trazia aquela profusão de aromas como groselha, ameixa e tabaco. Na boca a acidez era maravilhosa, os taninos ainda um pouco duros, indicavam que o vinho era uma criança que precisava de mais tempo na garrafa, para amaciar e ganhar ainda mais complexidade de aromas e sabores, e o álcool não sobrava em absoluto! Quando se tem a chance de provar um vinho assim, dentro da propriedade, a experiência é única e maravilhosa...Um dia que não sairá nunca do seu coração e cabeça, ficará como dizia Chico Buarque em seus tempos de glória: Ficará em você, feito tatuagem!!
Saúde Sempre! Luciana Martinez

domingo, 21 de maio de 2017

Ice Wine, O Vinho do gelo!!

Como o próprio nome diz esses são os vinhos de gelo, ou melhor, de uvas congeladas.
Sou "doida" por vinhos de sobremesa, ou vinhos doces, também chamados de "vinhos de meditação", a Lu que o diga, não é mesmo Lu?
Rola um "boato" que uma vez, durante uma degustação onde foi servido um desses vinhos, eu saí pegando os "restinhos" das taças de todos os confrades que não haviam bebido até a ÚLTIMA GOTA... Risos!!
Adoro harmoniza-los com queijos de veio azul , tipo Roquefort e Gorgonzola.
Mas vamos a explicação dos tão famosos e caros, Ice Wine ou Eis Wien como são conhecidos nos países de língua alemã.
São vinhos produzidos em países de clima frio, os melhores exemplares vêem da Alemanha, Austria e Canadá.
As uvas brancas, cada país pode usar suas variedades, são colhidas congeladas, são aquelas últimas que ficam na parreira depois da colheita normal que aconteceu em Agosto/ Setembro.
A temperatura deve ser em torno de -7/ -8 graus.  Calculem  como é o trabalho em um clima desses.
Após serem colhidas, essas uvas são prensadas, imaginem que seria como tirar um "suquinho"de picolé...Risos!!
Naturalmente a quantidade de líquido será pequena quando comparada a uma produção normal e esse mosto será fermentado e transformado em vinho.
Como as uvas estavam bem maduras o resultado final será uma bebida doce e muito concentrada em aromas e sabores que com o passar do tempo irão adquirir notas de mel e gengibre.
Simplesmente MARAVILHOSOS!!
Como a produção é pequena esses vinhos costumam ser vendidos em garrafas de 375ml.
Se tiverem oportunidade e curiosidade provem um desses, com certeza será uma experiência inesquecível.
E não esqueçam de dividir conosco suas impressões.
Tim Tim!!

Larissa Moschetta

domingo, 14 de maio de 2017

Feliz Dia das Mães!!!!!

Hoje é Dia das Mães, e a gente ergue um brinde para esta mulher, que mais do que nos colocar no mundo, enche a vida de doçura e amor!! Parabéns para você mulher, mãe presente, cheia de amor...Mãe de crianças, adultos, peixinhos, cachorrinhos...Porque amor de mãe é grande demais, e sempre cabe muito mais amor!! Hoje é Dia das Mães, e a vida é muito melhor quando a gente pode erguer um brinde, para uma mãe encantadora e doce...O mundo aprendeu sobre doçura, nos braços destas mulheres!! Hoje o VINRISOS celebra seu dia, suas conquistas e lutas...Diárias e inabaláveis, como só uma Grande Mãe pode ser!!
Feliz Dia das Mães!!! Saúde Sempre e Tim Tim!!! Luciana Martinez e Larissa Moschetta

domingo, 7 de maio de 2017

Queijo e Vinho, Que venham as noites de Inverno!!


Noites frias chegando, pelo menos aqui em São Paulo, semana passada estava gelado. Nada mais gostoso do que reunir os amigos em casa ao redor de uma, ou melhor, algumas garrafas de vinho e tábuas de queijos, não acham?
Essa costuma ser a pedida do Inverno, mas não é tão fácil assim harmonizar queijos e vinhos como pensa muita gente.
Assim como diferentes regiões produzem vinhos com características próprias com os queijos é a mesma coisa, sem contar os tipos de leite - de cabra, vaca, búfala, etc... Todas essas variações vão resultar em produtos muito distintos e se engana quem acredita que a melhor combinação para os queijos são sempre os vinhos tintos.
Como a proposta do VINRISOS é facilitar a vida dos apreciadores de vinho, montei uma tabelinha bem simplificada para vocês, com algumas sugestões de harmonizações que vão "cair" bem.
Porém vale lembrar que não existe regra fechada e no final vai pesar SEMPRE o gosto e preferências de cada um, MAS não custa nada provar algo novo, não acha?

Brie / Camembert: Chardonnay, Espumante Brut

Gouda / Masdam: Merlot, Tempranillo

Emmenthal / Cheddar: Cabernet Sauvignon

Parmesão: Chianti

Gruyère / Mozzarella de Búfala: Sauvignon Blanc

Queijo de Cabra: Sancerre

Roquefort / Gorgonzola: Vinhos Doces como Sauterne ou Vinho do Porto.  Para quem não abre mão de um vinho seco vá de Riesling ou Viognier .

Uma ótima pedida é colocar frutas para acompanhar os queijos, além de dar o contraponto perfeito  com o "salgadinho" dos queijos elas ajudam a limpar o paladar entre uma mordida e outra...Risos!!
Pêra, uva, maçã e morango, além de deixarem a mesa mais colorida acompanham bem esses tipos de queijos.
Não se esqueçam do pão e do azeite, esses não podem faltar NUNCA.
Bom pessoal fica aqui a dica, espero que tenhamos todos algumas boas e prazeirosas noites de Inverno e que possamos curtir muito nossos amigos e amores.
Tim Tim!!

Larissa Moschetta

PS: Ao terminar esse texto eu o li para meus sobrinhos e tenho que escrever aqui o que meu querido Enrico Moschetta Assef falou: "Tia neste texto tem tudo que você gosta né? Vinho, queijo, pão e azeite... Risos!!!   Garoto esperto, será que puxou para quem?

domingo, 30 de abril de 2017

Viagem para França – Segunda Parada: Vinícola Margaux!




Eu sei, eu sei! Você acompanha a gente sempre, e esta tão empolgado com este “post” quanto eu, pela simples razão, que algum tempo atrás, eu escrevi sobre os grandes vinhos de Bordeaux, e meu sonho de um dia provar os 1ers grands crus de Bordeaux (Leia mais aqui!), portanto, você pode imagina o que esta visita significou para mim!
O Châteaux Margaux não recebe visitas abertas ao público, apenas visitas de profissionais do mundo do vinho, então eu aproveitei minha formação no curso de sommelière, para conseguir esta visita!
Bem, vou contar um pouco sobre a história desta fantástica vinícola, e depois conto minhas impressões dos vinhos degustados:
Esta vinícola produz um dos cinco vinhos chamados Premiers Grand Crus de Bordeaux, que se trata de um dos vinhos mais cultuados do mundo, e que traz no rótulo, seu próprio nome: Château Margaux!
A madame Corinne Mentzelopoulos, atual proprietária do Châteaux, herdou a vinícola do pai André, que era um imigrante do Peloponeso na Grécia. André mesmo formado em literatura, percebeu que tinha talento para o comércio, e começou a exportar e importar cereais do Oriente Médio e Ásia. Casou-se com uma mulher francesa, e adquiriu em Paris algumas lojinhas de hortifruti. Graças a sua visão e empreendedorismo, conseguiu em pouco tempo criar uma vasta rede de distribuição de frutas e verduras, com 1600 lojas na França inteira. 
Com a recessão da década de 1970, a indústria vinícola de Bordeaux vinha passando por uma grande crise econômica e qualitativa, então em 1977, o Sr. André Mentzelopoulos fechou com a família Ginestet, então dona do Château Margaux, a compra da vinícola. 
Investindo pesado e com paixão, André modernizou a propriedade (os vinhedos, a adega, a cave) introduziu barricas de carvalho de primeiro uso, e lançou novos rótulos mais acessíveis.
Os resultados foram evidentes já no ano seguinte, quando em 1978 o Château Margaux foi avaliado como um dos melhores da região, mas o Sr. Mentzelopoulos faleceu apenas 2 anos depois, deixando em 1980, o futuro da vinícola nas mãos de sua filha Corinne. 
Desde então, a jovem continuou investindo, com a ajuda da família italiana Agnelli, proprietária da Fiat e do Juventus, que injetou notáveis capitais no negócio, até ceder definitivamente sua parte em 2003, deixando 100% da atividade  nas mãos da Corinne, que continua à frente da vinícola até hoje. 
A denominação de origem Margaux é considerada uma das que produz vinhos mais elegantes de Bordeaux, e o Château Margaux é hoje, graças ao trabalho dos Mentzelopoulos, a máxima expressão da região. Cinco séculos de história francesa, mudados radicalmente por um imigrante grego. 
A vinícola introduziu em 2013, um terceiro tinto com o duplo propósito de oferecer um vinho mais acessível para quem não pode pagar valores astronômicos, e ao mesmo tempo ter maior giro de capitais para continuar investindo, e aprimorando o primeiro e segundo vinho. Portanto a linha completa hoje é composta por 4 vinhos (1 branco e 3 tintos):

- Château Margaux 
- Pavillon Blanc do Château Margaux 
- Pavillon Rouge do Château Margaux 
- Grand Vin du Château Margaux 

O que degustei na visita ?

Châteaux Margaux 2004 :
Muitas vezes eu ouvi falar em “taninos que não estavam prontos”, mas de verdade, nunca tinha provado um vinho que não estivesse de verdade, pronto para ser degustado...Era o caso deste vinho!
Os aromas de frutas negras, couro, especiarias estavam lá, os taninos estavam lá, mas ainda estavam duros, pediam um descanso ainda longo na garrafa, ou uma oxigenação tão abundante, que nenhum decanter daria conta do trabalho (RISOS), a acidez era viva e vigorosa...Um pré adolescente de 13 anos pedindo descanso!
Honestamemte...Eu ousaria chutar que mais uns 10 anos na garrafa fariam bem para este pré - adolescente!!
Mas ainda assim, foi uma experiência única e maravilhosa poder provar uma taça deste vinho!!

Pavillon Rouge 2009 :
Aqui os aromas de frutas negras em compota começam a aparecer, o tostado aparece elegante e uma pimenta também. O tanino também ainda é MUITO marcado, mas já esta mais arredondado pelo tempo, e acidez é fresca e muito presente e o álcool...Nem se sente, esta lá, bem colocada entre a acidez e o tanino!
Um vinho que já esta mais pronto para ser bebido, mas eu ainda daria uns 3 anos na garrafa para ele amaciar os taninos!!


Olhar de frente o casarão que esta no rótulo do vinho, andar por aqueles corredores com tantas histórias e degustar aqueles vinhos, me deu uma alegria quase indescritível...Felicidade que o vinho proporciona para as pessoas, assim, as vezes apenas com uns poucos goles!!




Saúde Sempre, e até a próxima parada!



Luciana Martinez

domingo, 23 de abril de 2017

Os vinhos que me marcaram!!

Pois é, eu sei que vocês devem estar pensando: "O que é isso que a Larissa está falando? Ela que sempre "levantou a bandeira" que todos os momentos são para serem comemorados e COM vinho, é claro. Por que vinhos para celebrar?"

Já me explico; SIM, continuo defendendo a celebração dos momentos da vida, MAS existem alguns que nos marcam mais do que outros, seja para o bem ou para o mal, sempre deixam lembranças...
Hoje acordei inspirada e saudosista e estava pensando em alguns acontecimentos na minha vida onde o vinho se fez presente e definiu uma época.

Como já falei em outro post, tomo vinho desde criança, "suco de vinho", sou de família italiana e refeição sem vinho é um sacrilégio.  Minha avó sempre nos deu uma tacinha com água, vinho tinto e açúcar, então esse foi meu primeiro vinho e até hoje, quando sinto vontade de voltar no tempo, faço um "suquinho de vinho"... Risos!!

Quando fiz 18 anos e já tinha "idade" para beber, sempre acompanhava minha avó com uma taça de Marcus James tinto, muitos de vocês nem vão saber o que é isso, mas para aqueles que tiveram 18 nos anos 90 vão saber do que estou falando. E o Forestier? Esse foi meu "segundo" vinho.

Aos 20 anos fiz minha primeira viagem para Europa e me lembro como se fosse hoje, o meu deslumbramento ao ver a quantidade de rótulos no supermercado, estava em Paris, e claro que peguei a primeira garrafa que lí BORDEAUX no rótulo, não lembro qual era, na época ainda não compreendia as informações sem fim sobre o assunto, ai que tolinha... Esse foi meu terceiro vinho!!

Dos 20 aos 30 tantas coisas aconteceram e os vinhos foram aparecendo na minha vida, me interessei mais pelo assunto e queria aprender diferenciá-los, foi então, que no meu primeiro curso na ABS São Paulo, eu provei um Pinot Noir da Nova Zelândia e foi amor ao primeiro gole, essa uva passou a ser a minha favorita. Esse foi meu quarto vinho!!

Sempre adorei vinhos brancos e espumantes nem se fala, sou 100% adépta da frase atribuída à Napoleão onde ele diz sobre o Champagne: "Na vitória o merecemos e na derrota precisamos dele...", sempre que tenho oportunidade, tomo Champagne e meu favorito é o Taittanger.

O ano de 2016 foi um momento de muitas transições em minha vida, de um rompimento dolorido de muito tempo, MAS de novos aprendizados e desafios e sempre vou me lembrar do Ornellai que tomei, esse foi meu sexto vinho, NUNCA me esquecerei dele...
Neste novo ano, com novas esperanças e projetos tenho certeza que provarei MUITOS vinhos que irão me marcar de uma forma bem feliz.
O mais importante mesmo é não deixar de beber nunca!!!

Tim Tim!!

Larissa Moschetta