domingo, 27 de novembro de 2016

Por que a garrafa de vinho tem 750ml !!??

Você vai no supermercado, compra um suco e ele tem 1 litro, compra uma garrafa d'água, e ela tem 1litro...Mas então por que a garrafa de vinho normalmente é de 750ml!!??


Aposto que você já se pegou perguntando a razão, não!?
Existem muitas teorias a respeito deste tema, mas o mais aceito e difundido, é que o tamanho foi definido numa época em que os vinhos de Bordeaux na França, eram comercializados pelos ingleses na própria barrica, pois ainda não tinham desenvolvido a garrafa para este uso.
Eles também achavam, então para facilitar a venda e torná-la mais atrativa, os comerciantes buscaram uma garrafa, em que a quantidade fosse fácil de lembrar e também de usar...Claro!



E para complicar ainda mais, e dar um nó matemático na cabeça de todo mundo (Até hoje!), na Inglaterra, se usava o "Galão Imperial"que correspondia 4,54609 litros, enquanto na França, os vinhos de Bordeaux eram transportados em barris de 225 litros, ou cerca de 49,5 galões imperiais ingleses!

Complicado de entender, não!?

E daí fizeram a seguinte lógica:

225 litros= 300 garrafas de 750ml 

Nada de muito número "picado"como nós falamos, com os números 300 e 750, eles "fecharam a equação de venda", e facilitaram a nossa vida...Porque imagina só ir até o supermercado e pedir para o responsável:

- Por favor! Uma garrafa de vinho de 4,54609 litros!

Nem pensar!
A quantidade de 750ml se consolidou, e apesar de haver muitos tamanhos de garrafas, este é sem dúvida alguma, o mais popular de todos!
E como curiosidade adicional, vocês podem também encontrar em algumas garrafas, escrito 75cl, que significa 75 centilitros, ou a mesma coisa que 750ml!

Vinho é história, matemática, e ainda por cima...Uma delícia!





Saúde sempre!


Luciana Martinez


domingo, 20 de novembro de 2016

Vinhos para harmonizar com Ceviche? Não sabe o que é isso? Vai descobrir agora!!


Com a chegada do Verão e essas temperaturas absurdamente altas, nada mais natural do que nossa mudança alimentar, deixamos as sopas, as carnes pesada e cheias de molho de lado e procuramos opções mais leves e refrescantes.
Para isso não existe nada tão interessante, saudável e fácil de fazer do que um delicioso ceviche!!
Se você nunca comeu ou talvez até tenha comido, mas não sabia o que era isso, aqui vai a explicação.
O ceviche é um prato Peruano feito com peixe cru que deve ser marinado (ficar embebido) no suco de limão durante algumas horas, a acidez do limão vai "assar" o peixe, ele vai perder aquela textura e aspectos de cru e vai ficar mais rígido, como se tivesse passado por temperatura. Ele pode ser feito com diversos tipos de peixes, os mais comuns são os de coloração branca e mais rígidos, é um prato para se comer frio, ou melhor, gelado. Depois de marinado o peixe é misturado com pimenta rosa, pimentões e cebola picada, o toque final, aquele  que dá o sabor característico do prato é o coentro.
Existem milhares de receitas na internet, basta "jogar" o nome e voilá, você vai ficar por dentro!!
O que gostaria de dividir com vocês são algumas harmonizações com esse prato que me agradam bastante.
Para aqueles que não abrem mão do vinho tinto, sinto informar mas não terei nenhuma sugestão, infelizmente - para alguns e felizmente - para outros. mas aqui o que "desce redondo" mesmo é um delicioso, aromático e refrescante vinho branco.
Bom, pelo menos eu NUNCA encontrei um tinto que me agradasse neste "casamento" difícil, mas nada impede que você seja o primeiro...Risos!!
Gosto de lembrar sempre, que o vinho NÃO deve ser complicado e gosto é pessoal, como todos já sabem, desta forma não tem certo nem errado, apenas desejo orientá-los naquelas opções que me agradam mais e são as mais convencionais.
Como citei acima, os ingredientes do Ceviche são de sabores bem marcantes e para harmonizar, o vinho também tem que ter aromas e sabores que se destaquem.
Minhas combinações favoritas são:

1-) Sauvignon Blanc da Nova Zelândia,
2-) Riesling Alemão, Auslese de preferência para ter uma leve doçura (leia o post dos vinhos alemães e entenda o que é isso)
3-) Chenin Blanc do Loire - França ou da África do Sul

Quando cito os países desses vinhos é por terem características específicas, nem todo Sauvignon terá os mesmos aromas e sabores, como já foi falado anteriormente os vinhos são influenciados pelo clima, local de plantação, forma de vinificação, etc...
Porém se não encontrar ou se estiver fora do seu orçamento procure alternativas viáveis o IMPORTANTÍSSIMO é NUNCA deixar de tomar vinho.
Espero que gostem das sugestões e não se esqueçam de dividir conosco suas descobertas.




Tim Tim!!!

Larissa Moschetta

domingo, 13 de novembro de 2016

Vai tomar Beaujolais Nouveau!!!

Hahahaha...Me perdoe por começar o texto desta forma, mas achei que assim eu teria sua atenção, para despertar seu desejo de provar este vinho!! Funcionou!?
Este texto é livre de pretensões, é quase um bate papo entre amigos...Me considero sua amiga, já que estamos sempre nos falando através do vinho, né!?
Eu já escrevi várias vezes sobre o Beaujolais Nouveau, mas nunca me canso...Num dia de calor, neste verão que se aproxima, você quer tomar um vinho tinto!?

Vai tomar Beaujolais Nouveau!!

Nas terceiras quintas feiras do mês de Novembro, a região no Sul da Borgonha, localizada na França, faz o lançamento Mundial deste vinho chamado Beaujolais Nouveau!
O vinho é feito com a uva Gamay, num processo chamado maceração carbônica, que nada mais é do que colocar as uvas num tanque de aço, encher este tanque com gás carbônico saturando as uvas de gás, o que acaba por fazer uma fermentação dentro da própria uva. Esta uva vai ficando com sua pele bem fina, o suco da uva vai ganhando uma cor viva, bem brilhate (Mesmo!), e os aromas de frutas vermelhas surgem exuberantes e frescos!
Existe ainda alguns Beaujolais Nouveau que tem aroma de banana, que também não é raro de acontecer, apesar de que seus melhores exemplares, tem mesmo aroma de frutas vermelhas bem frescas, daquelas colhidas no pé, sabe!?



O Beaujolais Nouveau é um vinho bem simples, ele não passa por barrica, o tempo de fermentação é somente o suficiente para extrair a cor e o aroma que já comentei, e só...Vai para a garrafa na sequência!
Mas aí você pergunta:

- Tá! E daí!?

Daí que isso significa que você não deve guardar este vinho em casa, ele deve ser tomado, preferencialmente (Você quem manda...Sempre!) até seis meses do seu lançamento!
Portanto, se eu escrevi que o lançamento acontece sempre na terceira quinta do mês de novembro, você deveria provar este vinho até no máximo, maio do ano seguinte!
Mas você está aí pensando alto...

- Mas e se eu beber em Julho!?

Você pode, mas como eu disse ele é um vinho mais simples, fresco, leve, gostoso...Com o tempo, aquele aroma de fruta tirada do pé vai sumindo, e se me permite dizer, seu Beaujolais Nouveau já não é mais o mesmo!!

Ficou curioso para provar!?
Então você pode aproveitar alguma pré venda disponível no site de algumas importadoras, ou esperar o dia 17/Nov/16 (Terceira quinta do mês de novembro), e comprar sua garrafa numa loja especializada!


Eu não perderia esta por nada...Vou correndo lá, garantir a minha!





 Saúde Sempre!


Luciana Martinez

domingo, 6 de novembro de 2016

Vinhos Alemães, por onde eu começo?


Não é segredo pra ninguém o quanto eu AMO vinho, de todos os tipos, regiões, estilos, estou constantemente provando coisas novas, mas é claro que tenho algumas preferências.
Gosto muitíssimo de vinhos brancos e neste quesito é indiscutível a qualidade e tipicidade dos exemplares alemães, não dá para falar de vinho branco e não provar os germânicos.
Atualmente temos algumas importadoras e revendedoras de vinho, que trazem bons e acessíveis amostras desse maravilhoso país. Digo acessíveis pois muitos são tão bons quanto os conhecidos franceses, e na maioria das vezes custam de 30 à 40% menos, sem mencionar as uvas inesquecíveis tais como a Riesling e a Gewürztraminer.
E vocês devem estar se perguntando: "Por que são mais baratos se são tão bons quanto?" ou "Por que é mais difícil de encontrá-los?"
Bom, eu tenho uma teoria, ou melhor duas teorias; primeiro que o vinho da garrafa azul, vocês se lembram do Liebfraumilch?, exaustivamente vendido nos anos 80/90, branco e doce de fazer virar os olhos, deu uma "detonada" na reputação dos alemães por aqui e como diz o ditado: "Quem fez fama deita na cama..." O consumidor "pegou" trauma desses vinhos, e o segundo motivo é o simples fato da maioria das pessoas não saberem ler o rótulo, desta forma nem sabem o que estão comprando, não conseguem nem falar o nome do vinho para o atendente, que por sua vez também não saberá decifrar o que o cliente está pedindo, resumindo, o problema está na língua!
Mas para ajudá-los a provar essas maravilhas e entender um "pouquinho" dessa "disciplina" alemã,  vou passar para vocês algumas dicas básicas para auxiliá-los na hora da compra.
Bom vamos lá!! Primeiramente as palavras em alemão são muito específicas, o que é muito bom pra gente, eles "querem dizer" exatamente o que escrevem ou falam, por outro lado elas podem ser unidas em uma única palavra, o que resulta naquelas construções sem fim, tipo: RHEINGAUWEISSWEIN, tudo isso para dizer que é um vinho branco da região de Rheingau e aí o "bicho pega".

Dicionário para entender (será?) os Deutschers (Alemães):

Weiss - Branco
Rot - Tinto
Traube - Uva
Trocken - Seco
Süss - Doce
Wein - Vinho
Gut - Propriedade

Para formar as palavras específicas, eles ADORAM ser específicos, vão juntando as palavras, para não deixar margens para dúvidas...Risos!!

Fica assim:

WEINGUT - Vinícola
ROTWEIN - Vinho tinto
WEISSWEIN - Vinho branco
TROCKENWEIN - Vinho seco
SÜSSWEIN - Vinho doce
LIEBFRAUMILCH - LIEB é amada, FRAU é senhora e MILCH é leite, assim sendo o "famoso" vinho da garrafa azul quer dizer "Leite da mulher amada" - melhor nem pensar nesse significado...Risos!!

Lendo o rótulo acima:

Schloss Vollrads - é a vinícola
Riesling - é a variedade da uva (Traube)
Kabinett Trocken - estilo seco
2014 - é o ano
Gutsabfüllung - Engarrafado na propriedade
Enthält Sulfite - Contém SO2 (sulfito)
Deutscher Prädikatswein - vinho alemão com predicado

P.S: Prädkastwein e Qualitätswein são denominações que normalmente apareceram nas garrafas e se referem ao percentual de açúcar no mosto do vinho. Algo muito específico e assunto para um novo post, quando o tema é vinho alemão, é bom não exagerar senão a cabeça explode... Risos!!

Agora que todos vocês já dominam a língua alemã vamos às compras, provar muita coisa boa e não se esqueçam de dividir comigo seus achados.



Tim Tim!!!

Larissa Moschetta



domingo, 30 de outubro de 2016

O vinho e sua arte de compartilhar histórias - O desafio de harmonizar!



Você sabe de nossa paixão pelo vinho...Acho que isso já é evidente, né!?
O vinho tem o dom de unir as pessoas, e isso é maravilhoso!
Fomos convidadas para um jantar super especial, e eu e a Larissa recebemos uma missão:

Cada um deveria trazer uma garrafa de vinho para este jantar, que harmonizasse com arroz de pato!

Já sabe...Missão dada, é missão cumprida!
Cada uma escolheu um vinho de sua adega, estes vinhos foram colocados num decanter pela anfitriã, e degustamos durante o jantar, sem sabermos qual era qual (degustação às cegas!), apesar de que para mim e para a Larissa, que conhecíamos os vinhos, e as características de cada um também, ajudava muito, então já era possível saber!
O objetivo era entre os convidados, escolher o vinho que mais harmonizava com o prato...Brincadeira deliciosa, e que ainda renderia um presente para a ganhadora!
Então foi assim:

- Prato: Arroz de Pato
- Vinhos: The Great Marco levado pela Larissa e Clos de L'Oratoire de Papes levado por mim

Ambos tinham características completamente diferentes...O "The Great Marco" era um vinho com a uva Pinot Noir, em que as caraterísticas desta uva, era bastante presente, como aquele aroma de mato molhado de bosque, cereja preta e couro. Já o Clos de L'Oratoire, que é um vinho do Rhône na França, e que é um corte com várias uvas (se não sabe o que é corte, assista ao vídeo aqui!), e que precisava respirar por muito tempo, pois tinha uma complexidade aromática maravilhosa...Frutas negras em compota, tostado, herbáceo e pimenta.
O vinho The Great Marco com o arroz de pato, parecia até um molho, combinava perfeitamente!
O vinho Clos de L'Oratoire trazia na boca uma picância, que pedia um novo gole de vinho, e mais garfadas do prato!

Conclusão: Deu empate!! RISOS

E a anfitriã deu seu "voto de minerva", ficamos sabendo qual vinho estava em cada decanter, e o The Great Marco foi o eleito da noite!
Para completar, sem combinar, mas em sintonia muito fina, a Larissa levou um vinho alemão de sobremesa, que harmonizou maravilhosamente bem com queijo roquefort, e eu levei um passito de panteleria, que é um vinho italiano da Sicília, e que falarei sobre ele, em detalhes, num outro "post", e que ficou bom, com a torta de coco da anfitriã, mas não é o vinho ideal para o prato...Levei porque queria provar este vinho, compartilhar a experiência, mesmo sem saber se harmonizaria!

Todos os vinhos eram especiais, tinham boas histórias, e mereciam ser compartilhados neste maravilhoso jantar, com pessoas tão queridas...Porque o vinho, se não bastasse só o vinho, ainda tem mais uma vantagem: Ele é muito melhor, quando compartilhado!




Saúde sempre!

Luciana Martinez



domingo, 23 de outubro de 2016

Vinhos mais alcóolicos são melhores?


(Sugestão de Naísa Paula Berton Martines)

Dia destes, uma pessoa me perguntou se um vinho mais alcóolico, é melhor que um com menor teor de álcool.
Bom, para responder esta pergunta, vamos à explicação desde o princípio...Afinal como a uva vira vinho?
De maneira simplificada, o processo é o seguinte: As uvas são colhidas, selecionadas (no caso de vinhos de melhor qualidade), e colocadas para fermentar em grandes recipientes, Depois são colocadas leveduras selecionadas, que iniciarão a fermentação.
A fermentação consiste na transformação do açúcar presente na fruta, em álcool. Note bem que o açúcar é da uva, e não acrescentado ao mosto (Nome dado ao vinho, antes que fermente), e D esse processo vai resultar, álcool, calor e CO2 (gás).
Assim sendo, o teor alcoólico final, vai depender da doçura da uva.
Então pensem comigo: O que faz com que uma fruta fique mais doce que outra?
O amadurecimento se dá de forma natural e locais mais quentes, tais como o Chile, Argentina, Africa do Sul, Austrália e Nova Zelândia, os países do chamado de "Novo Mundo", produzem uvas mais doces por causa do calor da região onde estão, e consequentemente, seus vinhos são normalmente mais alcóolicos. Vocês notarão esse fato facilmente, ao analisarem uma garrafa de vinho da Alemanha, por exemplo, que normalmente terá um teor alcóolico entre 11 a 13%, e um da África do Sul que será de 12 a14,5%. Já provei um vinho Uruguaio que tinha 15%!
Ao degustarmos um vinho com teor alcóolico alto, temos a falsa sensação de doçura, digo falsa, pois na verdade o que sentimos é excesso de álcool, que aquece a nossa boca, e passa essa impressão.
Para algumas pessoas, é um paladar agradável, pois sabores e percepções são muito pessoais, eu por exemplo, quando encontro um vinho com 12%, fico imensamente feliz, pois atualmente, com o aquecimento global, esse fato é quase uma raridade!
Vinhos mais alcóolicos são mais difíceis de harmonizar, e com pratos mais picantes, aumentam a sensação de ardência....Volto a dizer, o que para alguns é um prazer, graças aos diversos paladares, não?
O que torna um vinho bom, deixando de lado o gosto pessoal, pois esse deve sempre ser colocado em primeiro lugar, é o equilíbrio que ele possui, e esse equilíbrio está em três pontos: Taninos, Acidez e Álcool. Vinhos produzidos para guarda, aqueles ditos "para envelhecer", são produtos onde esses três fatores estarão presentes de maneira equilibrada.
Portanto dizer que um vinho com mais álcool é melhor do que um com menos, não tem fundamento nenhum, o que pode acontecer, é agradar mais ao seu paladar, mas é só isso!!
Quando o assunto é o vinho, o que importa mesmo é beber sempre, com atenção né, gente! Lembrem-se de nosso "post" da semana passada, sobre os benefícios e/ou malefícios do álcool se consumidos em doses erradas (leia aqui).
Procure experimenter coisas novas para ir "catalogando" suas preferências.
Fica aqui uma dica: Desenvolva o costume de anotar as suas impressões sobre cada nova garrafa que for provar, esse ato vai ajudar a memorizar melhor aromas, cores e sabores.


Tim Tim!!!

Larissa Moschetta

domingo, 16 de outubro de 2016

O Desafio de Paris - Depois deste dia, o vinho não foi mais o mesmo!

O dia 24/Maio/1976 ficará para sempre na história do Mundo do Vinho...Acredite!
Não, você não precisa guardar esta data, mas talvez seja interessante para você que ama o vinho como nós do VINRISOS, saber o que aconteceu nesta data!

O inglês Steven Spurrier, comerciante e também proprietário de uma escola de vinhos em Paris, percebeu que o vinhos americanos da época, estavam com excelente qualidade, e que havia uma boa oportunidade de confrontá-los com os vinhos franceses...Homem ousado!
Aproveitando as festividades do Bicentenário Americano em Paris, decidiu propor a renomados jurados de vinhos franceses da época, uma degustação às cegas em Paris, onde seriam confrontados vinhos com a uva tinta Cabernet Sauvignon da Califórnia, de Bordeaux na França, e também com a uva branca Chardonnay da Califórnia e da Borgonha na França.
Claro! Os franceses aceitaram, já que seria a "batalha" mais fácil de ser ganha no mundo!
E assim, na data escolhida, os mais renomados degustadores de vinho da França, se reuniram para esta degustação às cegas, em que alguns dos muitos vinhos servidos foram o Château Mouton-Rothschild (Tinto de Bordeaux), Stag's Leap (Tinto da Califórnia), Puligny-Montrachet Les Pucelles (Branco da Borgonha) e Chateau Montelena (Branco da Califórnia).
Para a cobertura do evento, apenas a revista TIME, representado pelo Sr. George M. Taber, foi a única a aceitar cobrir o evento, os demais jornais e revistas convidados, se recusaram a participar!
Bem, dada a largada para a degustação, foi iniciado pelos brancos com a uva Chardonnay, e os votos foram divulgados e adivinha!?

O vinho californiano Chateau Montelena 1973 foi escolhido!

Mas foi um alvoroço no hotel onde foi realizado o evento!
Imagina só os franceses, certos da vitória, acabaram eles mesmos votando contra!!??
Mas ainda não tinha acabado...Era a vez do tinto com a uva tinta Cabernet Sauvignon!
Da mesma forma, às cegas, foram servidos os vinhos tintos, e agora não tão seguros, a degustação foi feita, os pontos anotados e divulgados:
Adivinha!?

O vinho californiano Stag's Leap Wine Cellard 1973 foi escolhido!

O mundo do vinho nunca mais foi o mesmo depois deste Desafio de Paris de 1976!
A revista TIME deu a capa de sua revista para este Desafio...Deram um "furo de reportagem"!
Todos foram obrigados a ver os países que chamamos de Novo Mundo, como grandes competidores, e hoje é real o sucesso dos vinhos produzidos na Califórnia e em tantas outras regiões do mundo!
Tá vendo!?
Um pouco de história não faz mal para ninguém, e você ainda pode contar esta história para seus amigos, entre um gole de vinho e outro, não!?





OBS: Se tiver curiosidade sobre este fato da história do vinho, não deixe de assistir o filme ou ler o livro chamado "O Julgamento de Paris", pois conta em detalhes este fato tão interessante...Vale a pena!



Saúde Sempre!

Luciana Martinez