domingo, 25 de junho de 2017

Mais uma visita na Vinícola Guaspari!

Bem antes de ser aberta ao público, o VINRISOS já havia visitado a Guaspari (Leia mais aqui!), mas voltamos e queremos contar para você como foi!
Desde Março/2017, a Vinícola Guaspari sediada em Espírito Santo do Pinhal, no interior de São Paulo, recebe todas as pessoas que solicitarem previamente a visita em seu site. 
Nesta visita eles nos explicaram sobre sobre a vinícola, fizemos um "tour" pelo campo e pela vinícola (parte industrial, barricas e etc), e depois partimos para a melhor parte: Degustação!!
A vista é bem planejada, inclusive até o final do mês de julho/2017, está previsto uma área de recepção dos visitantes, onde a loja para compra dos vinhos, e uma área de degustação de seus vinhos deve estar finalizada, e com certeza a visita ficará ainda mais especial, mas fizemos um belo "tour", onde eles explicaram sobre as uvas plantadas, características do solo, vinificação, estágio nas barricas é muito mais!!
Na melhor parte da "brincadeira", tivemos a chance de degustar alguns dos vinhos produzidos, e contamos para você agora, como foi esta experiência:




Vale da Pedra Sauvignon Blanc 2015:

O vinho trazia notas de maracujá bem marcada, mineral e leve pêra.
Na boca a acidez era boa, e não havia sobra de álcool, apesar de seus 14%, mas ainda assim, poderia ter um pouquinho só a mais de acidez, para ser um vinho ainda mais fresco!
Mas o vinho é agradável, é um vinho com as características da uva, e é sem dúvida, muito bem feito!


Nota VINRISOS: ⭐️⭐️⭐️/5 (Leia mais aqui!)

Guaspari Rosé 2016:

Este vinho produzido com a uva Shiraz, acabou por me lembrar bastante os vinhos produzidos na região do Rhône na França, onde esta uva, juntamente com outras tantas, são as autorizadas a serem plantadas e vinificadas na região!
O vinho tinha os aromas bem fechados, mas ainda assim aparecia um morango.
Na boca o álcool estava equilibrado com a acidez, mas neste também eu buscava um pouquinho mais de acidez, para deixar o vinho ainda mais gostoso de beber!
A garrafa que tem o fundo plano, então vale a pena prestar atenção neste detalhe, que não é comum, e o vinho é sem dúvida agradável!

Nota VINRISOS: ⭐️⭐️⭐️/5

Vale da Pedra Shiraz 2015:

Aroma de framboesa, caramelo e tostado.
Na boca os taninos estão bem presentes, mas são macio, a acidez está integrada ao álcool, não sobrando nada, mas mais uma vez, seria ótimo um pouco mais de acidez!
O vinho de qualquer forma é muito bem feito e pela faixa de preço, agrada bastante!

Nota VINRISOS: ⭐️⭐️⭐️/5

E aí deveria ser isso, massss...O Enólogo nos presenteou com o vinho que foi lançado esta semana:

Vista da Mata Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon 2014:

Aroma de frutas negras,  aroma de aspargos enlatados, tostado e pimenta.
Na boca os taninos eram bem potentes, mas elegantes, a acidez estava em equilíbrio com o álcool, e eu fiquei desejando mais taças deste vinho com uma boa carne assada na churrasqueira!
Minha taça acabou seca...

Nota VINRISOS: ⭐️⭐️⭐️,5/5

A viagem valeu a pena, a vinícola continua produzindo vinhos de qualidade, e cada vez mais, se prepara para receber bem quem a visita!
Não deixe de visitar e se encher de orgulho!




Saúde Sempre

Luciana







domingo, 18 de junho de 2017

Pasta e Vinho, Combinação melhor não existe!!!



Impossível pensar em um prato de pasta sem uma taça de vinho por perto, não é mesmo? De todas as combinações bebida + comida, acredito ser esse o casamento mais celebrado no mundo.
Na hora da escolha do vinho o que devemos levar em consideração são os molhos escolhidos para acompanhar seu macarrão, serão eles que definirão o estilo da bebida.
Como digo sempre, não existe certo nem errado na hora das harmonizações, o que existe são "uniões" mais harmônicas ou não, assim como acontece na vida real... Risos !!
Desta forma ficam aqui algumas sugestões para acompanhar esse delicioso prato da mama.

Molho de Tomate / Molho à Bolonhesa - Aqui como a acidez é elevada uma boa combinação é um Chianti, que é um tinto italiano, feito com a uva Sangiovese e que faz o equilíbrio perfeito com o prato. Com o molho a bolonhesa, como teremos a carne trazendo um pouco mais de peso na receita escolha um Merlot.

Molho ao pesto - O Pesto é um molho verde, feito de manjericão, azeite, pinhole e parmesão. Todos esses ingredientes são batidos juntos e formam um molho de consistência pastosa com um granulado do queijo e do pinhole. É um molho com sabores bem herbáceos, leve e delicado. Uma boa opção é um vinho da uva Vermentino (casta italiana) ou um Sauvignon Blanc.

Molho Branco - Aqui vamos partir do mais tradicional molho branco, com um queijo suave. Como esse tipo de molho é mais gorduroso, normalmente leva manteiga no seu preparo, escolha um vinho branco da uva Chardonnay que irá trazer fruta e acidez na medida.

Molho à Carbonara - Aqui teremos a panceta (carne da barriga do porco), ovos e queijo pecorino. Com esses ingredientes a melhor escolha é um branco que tenha uma fruta, mas que não deixe de trazer uma boa acidez. Minha escolha é um vinho à base da uva Alvarinho/ Albariño.

Molho de linguiça - Eu adoro preparar um molho com tomates e a linguiça sem a pele, ela fica parecida com uma carne moída, mas com sabores muito mais marcantes. Neste caso precisamos de um vinho encorpado, com bastante tanino, mas com uma boa fruta madura. Minhas opções seriam um Cabernet Sauvignon ou um vinho da uva Primitivo.

Molho à base de frutos do mar - Com sabores mais delicados esse tipo de molho fica muito bom com vinhos à base da uva branca Riesling.

Bom pessoal, bom Domingo para todos. Espero que gostem e que dividam conosco suas experiências.

Tim Tim!!!

Larissa Moschetta

domingo, 11 de junho de 2017

Viagem para a França - Quarta parada: Vinícola Cos D'Estournel!

E continuando nossa viagem...Sim, porque se você tem acompanhado os "posts", a gente acaba viajando um pouco junto, e isso é uma delícia!!
Hoje desembarcamos na Vinícola Cos D'Estournel!

Você conhece esta vinícola ?
Então conto um pouco de sua história:

Esta vinícola foi fundada em 1811 por Louis Gaspard D’Estournel, que era um apaixonado pela China, e por isso, construiu as adegas em forma de pagodes (Tipo de torre com múltiplas beiradas).
Admito que a arquitetura da vinícola é uma das mais bonitas que já pude ver...A cada ângulo, aparecia um novo detalhe nas paredes, portas...É realmente incrível!



Um dos baluartes de Bordeaux, o Château Cos d'Estournel foi considerado um "Deuxiemes Crus" na famosa classificação de 1855, ou seja, esta realmente entre os melhores vinhos de Bordeaux, após os famosos Premiers Grands Crus (Leia mais aqui!), ficando entre os dois maiores nomes de Saint Estèphe. 
É um dos ícones do mundo do vinho até hoje, reconhecido como o arquétipo da elegância, um tinto que combina potência e classe, com uma característica bastante atípica: Possui um alto percentual da uva Merlot em sua composição, do que outros produtores da região, mas ainda assim, a uva Cabernet Sauvignon prevalece no blend.

A propriedade hoje pertence a um empresário francês chamado Michel Reybier, e é administrada por Jean-Guillaume Prats, cuja família era a proprietária anterior.

Mas você gosta de uma história, mas quer saber dos vinhos, não!?
Então vamos a eles:


  • Pagodes des Cos - Safra 2011:
O corte deste vinho é 65% Cabernet Sauvignon, 33% Merlot e 2% de Petit Verdot.
Os aromas estavam fechados, é um vinho para deixar gerar por bastante tempo, mas ainda assim trazia amora, ameixa, leve tabaco e especiarias. Na boca o corpo era médio, os taninos já um pouco macios devido o alto percentual da uva merlot, mas ainda havia a possibilidade de deixar um tempo na garrafa para ficar ainda melhor, e a acidez gigante, garantia que o vinho poderia viver, sem perder a majestade!

  • Cos D'Estournel - Safra 2008:
Aqui da mesma forma prevalece a uva cabernet sauvignon, mas este vinho já mostra mais potência em todos os sentidos!
Os aromas traziam chocolate, ameixas, groselhas e pimenta.
Na boca os taninos poderosos, já mostram que o vinho pode ser bebido, mas eu o deixaria na adega...Ganhando maciez e mais sabores!
A acidez maravilhosa, viva...Nada de álcool sobrando!
Um vinho com esta classificação de "Deuxiemes Crus", é certeza de uma degustação incrível!
Foi realmente uma visita especial, numa vinícola que se percebe o cuidado com sua história e seus vinhos: 

BRAVO COS D'ESTOURNEL!




Saúde Sempre

Luciana Martinez







domingo, 4 de junho de 2017

Vinho e Risoto!!

Se tem uma coisa que me agrada nesta vida é comer e beber, acho que sou a única certo?
E combinar pratos com vinho é um grande prazer para mim, adoro fazer essas tentativas e avaliar o que ficou melhor, ou não, com cada ingrediente.
Então hoje vou dividir com vocês alguns "casamentos" de vinho e risoto que funcionaram MUITO bem para mim.
Uma boa maneira de começar é analisando que tipo de risosto você vai preparar e se nele vai vinho tinto ou vinho branco. O prato traz uma cremosidade característica do tipo do arroz e da manteiga - da quantidade - que é usada na receita!! Mas pode-se fazer um risoto leve ou mais pesado, tudo vai depender do que será acrescentado na receita e é aí que vamos focar.

Risoto de frutos do mar - O vinho branco será usado no seu preparo, é leve e traz um leve adocicado próprio desses ingredientes, do marisco por exemplo. Fica muito bom com a uva Alvarinho ou um Sauvignon Blanc.

Risoto de funghi - Vá de Pinot Noir, não vai ter erro. Os sabores terrosos, de folha seca, do vinho e do funghi são uma explosão de sabores que me faz lembrar o ratinho Remy do filme Ratattoulli.

Risoto de calabresa com pimenta - Aqui o assunto é outro, tem uma carne mais pesada e defumada, com o toque da pimenta então, nem se fala. Precisamos de um vinho mais encorpado, que aguente bem esses sabores tão fortes e marcantes. Que tal um Cabernet Sauvignon ou um Shiraz?

Risoto de pêra com gorgonzola (meu favorito!!!) - Com esses sabores adocicados e salgados, para mim só tem para uma uva, a Gewurztraminer, mas como nem sempre são fáceis de encontrar e muitas vezes são caros, uma boa opção é um Torrontes argentino. Se for bem frutado e floral vai arrasar.

Aqui ficam AS MINHAS preferências, mas vale lembrar que gosto é muito pessoal e não existe certo ou errado quando o assunto é paladar. Portanto faça suas experiências e não se esqueça de dividir conosco é sempre muito bom viver impressões.
E uma última dica: Vai fazer um risoto X e não tem idéia de com qual vinho combinar? Vá de rosé, combina com a maioria deles...

Tim Tim

Larissa Moschetta

domingo, 28 de maio de 2017

Viagem para a França - Terceira Parada: Château Lafite!

Se você tem acompanhado meus "posts" nas últimas semanas, sabe que estou contando cada visita feita em vinícolas ou lugares que tem como tema o vinho...Claro! Pois hoje a parada é simplesmente (RISOS) no Château Lafite, um dos Premiers Grand Cris de Bordeaux! Um dos vinhos desta vinícola, também faz parte dos "Premiers Grand Crus" da região, e como eu disse no meu "post" anterior, onde contei sobre outra visita, poder entrar num lugar como este, é um sonho! Esta vinícola produz um dos cinco vinho chamados “Premier Grand Cru” de Bordeaux, que se trata de um dos vinhos mais cultuados do mundo, e que traz no seu rótulo seu próprio nome: Château Lafite Rothschild. A história deste vinhedo teve início em 1234. O Château Lafite leva o seu nome a partir da família de La Fite, antigo aliado da casa de Foix, através do casamento de Joseph de Foix, senhor Mardogne, Cavaleiro da Ordem do Rei, com Françoise de La Fite, filha de Thibaud La Fite. Pierre de La Fite, Intendente da Ordem do Rei e proprietário do vinho de Pauillac, era senhor da Goussencourt. Jean-Jacques de la Fite, o último representante do sexo masculino nessa casa nasceu em Pau, França, em 5 de Novembro de 1690 e faleceu em 20 de Outubro de 1740 em Paris. A partir do século XVII, a propriedade de Chateau Lafite caiu nas mãos da família Ségur, e partir daí, a produção de vinhos despontou. Foi apenas por volta de 1680 que Jacques de Ségur deu início à plantação da maioria das parreiras que tomaram conta do vinhedo até os dias atuais. No início do século XVIII, o Marquês de Ségur refinou as técnicas de produção, introduzindo seus vinhos para a nata da sociedade européia, tornando-o conhecido como o ‘Vinho do Rei’. Os vinhos cruzaram o Oceano Atlântico, e até mesmo o primeiro presidente dos Estados Unidos, George Washington, tinha o hábito de degustar o primoroso Château Lafite Rothschild. Ou seja, famoso ontem, muito famoso hoje, e foi com estas histórias e atmosfera, que fomos visitar a propriedade e seu famoso vinho! E você esta aí, querendo saber como era o vinho!? Chegou a hora! - Chateau Lafite Rothschild 2007: O vinho já tinha 10 anos, mas ainda assim, sua cor se mantinha intacta, os aromas ainda muito fechados, porque precisaria de algum tempo para respirar para se abrirem, mas ainda assim, trazia aquela profusão de aromas como groselha, ameixa e tabaco. Na boca a acidez era maravilhosa, os taninos ainda um pouco duros, indicavam que o vinho era uma criança que precisava de mais tempo na garrafa, para amaciar e ganhar ainda mais complexidade de aromas e sabores, e o álcool não sobrava em absoluto! Quando se tem a chance de provar um vinho assim, dentro da propriedade, a experiência é única e maravilhosa...Um dia que não sairá nunca do seu coração e cabeça, ficará como dizia Chico Buarque em seus tempos de glória: Ficará em você, feito tatuagem!!
Saúde Sempre! Luciana Martinez

domingo, 21 de maio de 2017

Ice Wine, O Vinho do gelo!!

Como o próprio nome diz esses são os vinhos de gelo, ou melhor, de uvas congeladas.
Sou "doida" por vinhos de sobremesa, ou vinhos doces, também chamados de "vinhos de meditação", a Lu que o diga, não é mesmo Lu?
Rola um "boato" que uma vez, durante uma degustação onde foi servido um desses vinhos, eu saí pegando os "restinhos" das taças de todos os confrades que não haviam bebido até a ÚLTIMA GOTA... Risos!!
Adoro harmoniza-los com queijos de veio azul , tipo Roquefort e Gorgonzola.
Mas vamos a explicação dos tão famosos e caros, Ice Wine ou Eis Wien como são conhecidos nos países de língua alemã.
São vinhos produzidos em países de clima frio, os melhores exemplares vêem da Alemanha, Austria e Canadá.
As uvas brancas, cada país pode usar suas variedades, são colhidas congeladas, são aquelas últimas que ficam na parreira depois da colheita normal que aconteceu em Agosto/ Setembro.
A temperatura deve ser em torno de -7/ -8 graus.  Calculem  como é o trabalho em um clima desses.
Após serem colhidas, essas uvas são prensadas, imaginem que seria como tirar um "suquinho"de picolé...Risos!!
Naturalmente a quantidade de líquido será pequena quando comparada a uma produção normal e esse mosto será fermentado e transformado em vinho.
Como as uvas estavam bem maduras o resultado final será uma bebida doce e muito concentrada em aromas e sabores que com o passar do tempo irão adquirir notas de mel e gengibre.
Simplesmente MARAVILHOSOS!!
Como a produção é pequena esses vinhos costumam ser vendidos em garrafas de 375ml.
Se tiverem oportunidade e curiosidade provem um desses, com certeza será uma experiência inesquecível.
E não esqueçam de dividir conosco suas impressões.
Tim Tim!!

Larissa Moschetta

domingo, 14 de maio de 2017

Feliz Dia das Mães!!!!!

Hoje é Dia das Mães, e a gente ergue um brinde para esta mulher, que mais do que nos colocar no mundo, enche a vida de doçura e amor!! Parabéns para você mulher, mãe presente, cheia de amor...Mãe de crianças, adultos, peixinhos, cachorrinhos...Porque amor de mãe é grande demais, e sempre cabe muito mais amor!! Hoje é Dia das Mães, e a vida é muito melhor quando a gente pode erguer um brinde, para uma mãe encantadora e doce...O mundo aprendeu sobre doçura, nos braços destas mulheres!! Hoje o VINRISOS celebra seu dia, suas conquistas e lutas...Diárias e inabaláveis, como só uma Grande Mãe pode ser!!
Feliz Dia das Mães!!! Saúde Sempre e Tim Tim!!! Luciana Martinez e Larissa Moschetta